“É preciso acabar com o mito de que o porco é prejudical à saúde”

27 de janeiro de 2017

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O especialista da Quimtia Brasil comenta sobre a cadeia de produtiva dos porcos, um dos principais responsáveis pelos tabus da espécie, e discute as diversas qualidades da carne.

Uma das carnes mais saborosas da cozinha internacional, suína, também está se tornando um dos favoritos nas mesas da maioria dos países. Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mostra que 42,9% da carne que se consome no mundo provem da criação de porcos. No entanto, com este tipo de favoritismo no mundo, em alguns países, como o Brasil, existem ainda certos tabus relacionados à cadeia de produção de animais que geram insegurança no consumo de carne.

Segundo  a analista técnica de assuntos regulamentares da Quimtia Brasil, Melisa Fructoso, grande parte da população chegou a acreditar que o porco era de má qualidade devido aos mitos que rondam a forma de criação de animais, a forma de mantê-los soltos e com pouco cuidado.

“Devido a este mito antigo, começamos a acredtar que a carne do porco era de má qualidade e que poderia trazer muitos problemas para a saúde. Portanto, é necessário dissipar o mito que é prejudicial à saúde”,  diz.

Para acabar com estes mitos e inclusive melhorar o conceito da qualidade da carne de porco, numerosas estratégias foram adotadas nos últimos anos  por parte de associações e produtores do setor, cujo objetivo é também aumentar o consumo per capta e colocar em evidência a qualidade dos alimentos derivados da criação de porcos, a qualidade e o sabor desta excedente fonte de proteínas.

“ O que percebemos é que cada vez mais a cadeia de produção de porcos está se intensificando. Hoje em dia, a maior parte dos criadores adota um sistema de cultivo fechado, o que permite um maior controle sanitário e desinfecção, a higiene e a vacinação dos animais”, afirma. “Nutricionalmente falando, o porco tem uma grande quantidade de vitaminas do complexo B e minerais, e alguns cortes como filé mignon, presunto, bisteca, entre outros, são considerados igualmente ou mais nutritivos que o frango” Melisa acrescenta.

Mudança de hábito

 Nos últimos anos o consumo de carne de porco por brasileiro teve um aumento, alcançando sem precedentes 14,5 kg per capta. Segunda Melisa, ainda que abaixo do parâmetro desejado, há um tímido crescimento da demanda de carne de porco no Brasil, que pode servir como referência para avaliar a mudança na preferência do tipo de carne na mesa dos brasileiros: “sem dúvida, além das adoções de novas estratégias de marketing e técnificação do sistema, o uso de uma alimentação de precisão se torna uma ferramenta indispensável para o fortalecimento do setor”, conclui.

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